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Produção na construção deverá aumentar 3% ao ano até 2018 O valor da produção na construção deverá registar um aumento médio anual de 3% no biénio 2017-2018, após ter caído 3,3% em 2016 para 10.742 milhões de euros. “No curto prazo as previsões apontam para uma retoma da atividade, de forma que no biénio 2017-2018 é esperada uma variação média anual do valor da produção de aproximadamente 3%”, conclui o estudo setores “Construção”, publicado pela consultora DB. Segundo o trabalho, o valor da produção no setor da construção “caiu em 2016, prolongando a quebra do período 2008-2015”, tendo-se nesse ano situado em 10.742 milhões de euros, “o que representou uma queda de 3,3% em relação a 2015 e contrasta com o valor de cerca de 20.148 milhões de euros em 2008”. Por segmentos, no ano passado o valor da produção de edificação residencial cresceu 5%, enquanto o da edificação não residencial e o da engenharia civil registaram quedas de 1,7% e 8%, respetivamente. Cerca de 50% dos operadores titulares de alvará só estão habilitados a realizar empreitadas até 166.000 euros. De acordo com o estudo, em abril de 2017 operavam em Portugal cerca de 51.200 empresas de construção, mais 4.200 do que em dezembro de 2015. O número de sociedades com certificado de empreiteiro situou-se em 29.950, mais 1,1% do que em abril de 2016, enquanto o número de empresas com alvará diminuiu 0,6% no mesmo período, para 21.245. Por regiões, os distritos de Lisboa e Porto concentram 19,3% e 14,6%, respetivamente, das empresas com alvará, destacando-se também Braga (8,9%), Leiria (7%), Setúbal (6,3%), Aveiro (6%), Faro (5,9%), Viseu (4,8%) e Santarém (4,7%). O trabalho da Informa D&B refere que metade dos operadores titulares de alvará estavam habilitados em abril de 2017 para realizar empreitadas com um valor máximo de 166.000 euros e apenas 7% estavam habilitados a assumir empreitadas de um valor superior a 1,3 milhões de euros.

 

Aviso que prevê subida de 1,12% das rendas em 2018 publicado em DR Redação, 25 set (Lusa) – O aviso relativo à atualização das rendas em 2018 foi hoje publicado em Diário da República, prevendo um aumento de 1,12% do valor dos arrendamentos, mais do dobro da subida deste ano e o maior desde 2013. Nos termos do aviso n.º 11053/2017, o coeficiente de atualização dos diversos tipos de arrendamento urbano e rural para vigorar no ano civil de 2018 é de 1,0112, ou 1,12%, valor que corresponde à variação nos últimos 12 meses até agosto do índice de preços no consumidor excluindo a habitação, conforme dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) publicados no passado dia 12. Esta atualização de 1,12% do valor das rendas em 2018 é mais do dobro da subida deste ano e a maior desde 2013, correspondendo a mais 1,12 euros por cada 100 euros de renda. Aplicável tanto ao meio urbano como ao meio rural, este aumento segue-se às subidas de 0,54%, registada em 2017, e de 0,16%, em 2016. Em 2015 as rendas tinham ficado congeladas na sequência de variação negativa do índice de preços excluindo a habitação registada nesse ano. Os quatro anos anteriores, de 2011 a 2014, tinham sido de aumentos consecutivos das rendas: uma atualização residual de 0,3% em 2011 (mais 30 cêntimos por cada 100 euros de renda), de 3,19% em 2012, de 3,36% em 2013 e de 0,99% em 2014. Por lei, os valores das rendas estão em geral sujeitos a atualizações anuais que se aplicam de forma automática em função da inflação. O Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) estipula que o INE é que tem a responsabilidade de apurar o coeficiente de atualização de rendas, tendo este de constar de um aviso a publicar em Diário da República até 30 de outubro de cada ano para se tornar efetivo. Só após esta publicação em Diário da República, que ocorreu hoje, é que os proprietários podem anunciar aos inquilinos o aumento da renda, sendo que a subida só poderá efetivamente ocorrer 30 dias depois deste aviso. De acordo com a lei do arrendamento, a primeira atualização pode ser exigida um ano após a vigência do contrato, e as seguintes um ano depois da atualização prévia, tendo o senhorio de comunicar por escrito, com uma antecedência mínima de 30 dias, o coeficiente de atualização e a nova renda que resulta deste cálculo. Caso não o pretendam, os senhorios não são, contudo, obrigados a aplicar esta atualização. 

 

Empresas de construção ativas em AngolaNão obstante a crise económica por que passa Angola, em resultado do afundamento dos preços do barril de petróleo, a construção de infraestruturas vitais ao desenvolvimento do país prosseguem, com empresas portuguesas muito ativas naquele mercado africano. A Tecnovia Angola e Afavias, do grupo madeirense AFA, foram contratadas pelo Governo angolano, por mais de 16 milhões de euros, para as empreitadas das infraestruturas de duas cidades construídas de raiz nas províncias de Benguela e do Bengo. Estas novas centralidades, construídas de raiz em todas as províncias do país, integram-se no Plano Nacional de Habitação e a sua aquisição, sobretudo por funcionários públicos, a preços controlados e mais acessíveis. A Tecnovia Angola vai também executar a obra de reformulação de uma das principais vias de entrada e saída do centro de Luanda, num negócio de 48,5 milhões de euros. Por sua vez, a construtora Mota-Engil foi escolhida pelo Governo angolano para a obra de construção e apetrechamento da primeira fase do Hospital Geral de Cabinda, a construir naquele enclave por 145 milhões de euros. Além desta obra, a Mota-Engil foi escolhida igualmente para a empreitada de reabilitação das vias terciárias, arruamentos dos bairros Lombo-Lombo e Amílcar Cabral, no município de Cabinda, a realizar por 204,6 milhões de kwanzas (cerca de 1,1 milhões de euros).

 

Funchal: 71 milhões de euros para reabilitação de zonas históricasA Câmara Municipal do Funchal aprovou a Operação de Reabilitação Urbana, que prevê um investimento de 71 milhões de euros em novas acessibilidades e melhoramentos do espaço público em zonas históricas da cidade, informou o presidente da autarquia. "Esta operação é mais um passo na reabilitação urbana, passando a autarquia também a assumir uma parte dos investimentos", disse o presidente Paulo Cafôfo, vincando que o projeto vem reforçar os incentivos fiscais atualmente atribuídos aos munícipes para procederem à recuperação de edifícios nos três núcleos históricos do Funchal: São Pedro/Santa Clara, Sé e Santa Maria Maior.

 

Pedrógão Grande: começa a lenta reconstrução das casas Na zona afetada pelo incêndio de Pedrógão Grande, já se veem algumas obras em casas afetadas pelas chamas, mas ainda há muitas à espera de uma luz verde para avançar. A construção civil local diz não ter mãos a medir para tantos pedidos, um mês depois do fogo que matou 64 pessoas. Algumas pequenas obras em casas afetadas pelas chamas já arrancaram, como é o caso de uma habitação no Vale da Nogueira, cuja intervenção, por ser até cinco mil euros, permitiu uma maior celeridade do processo. Ali, a empresa de construção civil de João Antunes, sediada em Pobrais, Pedrógão Grande, removeu portas e janelas que ficaram queimadas, substituíram por outras e pintaram as paredes, que estavam enegrecidas pelo fumo e fogo que entrou dentro da casa. Durante as últimas semanas, João Antunes tem recebido muitos pedidos de orçamento na zona das freguesias da Graça e de Vila Facaia. Para além da intervenção no Vale da Nogueira, tem casos de habitações cujas obras serão "abrangidas pelos seguros que já deram ordem para começar", mas também há proprietários que estão só "à espera da luz verde" do apoio através do fundo Revita, para se poder avançar com a reconstrução. "Precisávamos de mais mão-de-obra para combater esta situação", notou o empresário, que até já fez um apelo nas redes sociais a pedir pedreiros para ajudar nas obras. Pedro Costa, responsável de outra empresa de construção civil de Pedrógão Grande, com dez trabalhadores, arrancou na quarta-feira pequenos trabalhos de reabilitação numa casa perto de Vila Facaia, desta feita no âmbito de uma parceria com a Mota Engil, que se predispôs a garantir a reconstrução de duas casas afetadas pelo incêndio.